A QUEDA DA AGUA DO ACUDE DA REGADA PONTE



---- RIO DAO ----
(ALEM DO MAIS; NO ANTANHO, FOI TRANSPORTADOR DE MADEIRA )

A Quinta da Ponte,na sua área do Rio Dão, tem sete Açudes; sendo o primeiro, o Açude da Moleira,segundo o Açude da Regada Ponte,
terceiro o Açude da Regada Ladeira, quarto o Açude da Laje da Ribeira, quinto o Açude da Regada, sexto o Açude dos Alões de
Cima, sétimo o Açude dos Alões de Baixo. Nestes Açudes existiam
cinco Moinhos; os quatro mais próximos eram explorados pela
população;que eram :- o Moinho do Coxo, na margem direita do Açude
da Laje da Ribeira;o Moinho dos Morgados na margem esquerda, também do Açude da Laje da Ribeira; o Moinho da Regada e o Moinho
da Tia Ana do Alverca, que eram anexos e situados na margem direita do Açude da Regada. O quinto Moinho situado na margem
esquerda do Açude dos Alões de Cima, era explorado pelos Motas,
da Moradia.
Assim; graças ao Rio Dão, a população da Quinta da Ponte,em relação ás povoações vizinhas; era muito beneficiada; pois as terras das margens do rio eram muito produtivas,tanto de verão,
como de inverno e as terras regadas pelos primeiros quatro açudes,ficam relativamente perto da povoação bem como os Moinhos,
onde no inverno e primavera se moía os diversos cereais, como
trigo, centeio e milho, produzido nestas e outras terras.
Em tempos do Antanho; o Rio Dão também foi transportador de
Madeira; porque não havendo Estradas nem Camionetes;os troncos
dos Pinheiros e outras árvores,(no inverno) eram rebolados para o Rio; que com a corrente da água,os levava até ao Porto da Raiva; localizado,já no Rio Mondego,na área de Penacova; donde era distribuída para onde fosse necessária.
Em locais críticos do Rio Dão, onde por vezes os troncos ficavam estagnados; eram dirigidos para a corrente da agua por homens;
que com umas varas compridas com um gancho no topo, os guiavam de maneira a seguirem a viagem.
Isto; foi-me contado(acerca de 76 ou 77 anos) por um Tio Avo,(Miguel Cardoso de Albuquerque) numa grande Mata chamada Moleira, que tinha sido dos seus Pais e nessa data, já dividida por si e alguns dos seus irmãos; situada na margem direita do Rio Dão, encostada ao Açude do seu nome, (Moleira).
Nessa Mata também me mostrou; umas Valas largas e muito antigas,
que nos tempos do antanho,tinham sido usadas para a serração de grossos troncos de Madeira; que nesse tempo era a única maneira de os poderem serrar devido ao se grande diâmetro.
Possivelmente; que isto não teria sucedido no seu tempo, mas sim no tempo dos seus (nossos) antepassados.
Também foi nesse dia, que ouvi falar na palavra POLEGADA ; tinha eu 5 ou 6 anos. Ele disse-me que quando foi para a escola, ainda não existiam as medidas métricas.

          Kearny N. J. ( U. S. A.) 29/ 12/ 2013