Coreto

                                                  ----------  CORETO ---------
                          ---------------  SITUADO  NO  ALTO  DA   LADEIRA --------------


Nos princípios da oitava década do século passado, eu e os meus irmãos fomos com o nosso Pai visitar Portugal.

Num belo dia, numa conversa entre nós e o parente Carmindo, concordamos que seria melhor construir uma nova Capela no Alto da Ladeira do que reconstruir a antiga Capela, porque debaixo dessa nova capela podia-se fazer uma cave para reuniões, festas. etc. Assim; nós os quatro prontificamos a contribuir vinte mil escudos cada um. O Carmindo também se prontificou a contribuir monetariamente, ou com o seu trabalho, visto que ele tinha pratica na reconstrução de Capelas e Igrejas, etc.

Após isto, reunimos a população para propor a nossa idea; mas só os moradores á beira da estrada é que concordaram; os moradores dentro da povoação, que eram a maioria, não concordaram. De modo que entao naquela altura nada foi feito.

Mais tarde, a capela acabou por ser reconstruida no Coreto.

Actualmente, (e infelizmente) a população está reduzida a cerca de vinte e cinco pessoas. Ao contrario do que fora antigamente, a maioria vive agora, á beira da estrada.

30 / 5 / 2014

J. C. C.



Antiga Capela da Quinta da Ponte.





Esta era a antiga CAPELA  da Quinta da Ponte. A data da sua construcao, nomeadamente de 1833, esta indicada no pilar do lado direito. Este pilar, o pilar do lado esquerdo, e a parede da porta de entrada da Capela, suportavam o telhado do Adro da Capela, que era meio gradeado em em toda a sua volta. A esquerda da porta de entrada para a Capela, se encontrava o PÚLPITO. Apos a reconstrução desta capela, o Adro foi eliminado e assim o interior da Capela tornou-se o que hoje é, -- mais espaçoso. 

Antigamente, no largo da Capela, faziam-se as Festas da Mocidade. Faziam-se bailes no lado esquerdo da Capela. E tambem era onde a rapaziada fazia o Cepo do Natal, -- festa que só terminava na noite após o Dia de Reis. Era também neste lugar onde os rapazes e as raparigas faziam a Fogueira do São João, com Sanjoaninas, Salpór e Rosmaninhos. Saltando por cima da fogueira, cantavam dizendo "a dor do meu braço que vá pró  tio Horácio; a dor do cotovelo que vá  para o tio Rebelo; a dor do meu pé, que vá pró  tio Zé ; a dor da minha mão, que vá  pró tio João ; a dor do meu dente, que vá pró tio Vicente". E assim a malta se distraía, sem dinheiro e com muita alegria. Desse mesmo lado, próximo do Chafariz, era onde a rapaziada fazia a Cascata do São João e São Pedro, rodeada de Vasos de Manjericos e outras Flores; surripiadas  das varandas e janelas pelo escuro da noite, que as raparigas tanto cuidavam. E só depois do São Pedro é que os iam recolher, de contrario eles seriam novamente surripiados na escuridão da noite.

Tempos que já lá vão e não voltam.

                                                           J .  C .  C.

  

O Cruzeiro


Este era o CRUZEIRO. Estava situado em frente do CAFÉ DO FILIPE.

Quando fizeram a ESTRADA, em vez de o recuarem cerca de um metro, cometeram "o crime" de o destroçarem!
                                                                      J . C . C .
 
                                                      J. C. C.
             
  

A Historia do Antanho



Lá estava o meu Fiel, de guarda á canastra, á cesta, aos garrafões de vinho, á cantara da água e ao Chapéu de palha; já depois do almoço . Pois as mulheres que tinham trazido o Almoço, tinham ido ajudar no trabalho, para aproveitar o tempo. A trouxa do almoço regressaria a Casa; quando fossem buscar a Merenda. Nesse tempo; quando nas nossas Terras, toda a gente trabalhava desde criança e de Sol a Sol, excluindo os muito idosos, que já não podiam arrastar os Pés. Nesse tempo, a gente era muito sacrificada com árduo trabalho, mas não sei porque; havia mais alegria do que actualmente, pois, que até a trabalhar se cantava. Fosse a ceifar o centeio, a
sachar o milho, ou na vindima; nem o suor proveniente do calor e o esforço tiravam alegria. E era assim que tornávamos as nossas Povoações quase autos-suficientes, e os nossos campos numa beleza; verdes e floridos, parecendo um JARDIM. Coisa, que muita gente de agora; terá muita dificuldade em acreditar.  Deixo aqui uma referencia do meu Fiel :- se alguém se esquece-se, duma peça de ferramenta, um casaco,um chapéu, ou até uma rodilha; ele ficava lá de guarda até que alguém de casa, fosse buscar
o que tinham esquecido; do qual davam conta, pela ausência do cão. Assim; era Fiel pelo seu nome e fiel pelas suas obras. Além de que enquanto era pequenino, foi o o meu brinquedo. Este cachorro foi-me oferecido ( com cerca de um mês de idade ) pelo tio Luís Grilo de Forninhos. Numa sexta feira, ao regressar da Feira de Castendo, estava a beber um copo á porta da Taberna do Luís Morgado ( hoje café do Filipe). Eu ia a passar e ele disse-me ó Cardosito! Tu és neto dum amigo meu; ( referindo-se ao meu Avo materno, que eu não conheci; pois já falecido, há mais de 30 anos, e eu ti cerca de dez anos). Na verdade deviam ser amigos; para que passados, tantos anos; ao ver-me  a mim, se lembrasse do meu Avo. Eram assim as amizades antigamente. 

 J. C. C.


Magusto


                                                    
 J. C. C.








Esta era a Fonte; que fornecia a água aos primeiros povoadores da Quinta Ponte,(nessa época conhecido por Lugar da Ponte) pois o povoamento começou próximo desta Fonte,embora com um grande desnível, pois a Fonte fica situada ao fundo do Pelam, a poucos metros do Rio e a povoação começou ao cimo do Pelam; ainda me recordo de ver nessa área diversas paredes, que indicavam terem sido de diversas casas do antanho. Ainda me recordo, que embora a Fonte estivesse abandonada, ela era coberta com duas pedras grandes e na frente tinha uma pedra, com cerca de um terço da altura da Fonte, onde se podia encher um cântaro de água.  Nos anos quarenta do século passado houve uns Verões muito secos em, que o Chafariz então usado, em frente da Capela ( que ainda hoje existe ) secou por completo e fomos obrigados a limpar e lavar a Fonte do Pelam e usarmos a sua água para beber, cozinhar etc., embora custasse muito a subir aquela rampa, com o cântaro cheio água. (a água era muito boa). Para os animais etc. etc. iam-se buscar pipas de água, em carro de bois, a diversas poças das redondezas. A foto foi tirada em 2014, eu quase já nem a reconhecia, com a transformação que teve nestes setenta anos.  O pelam era uma área baldia, que começava na margem direita do rio, desde o açude da regada, até ao açude da laje da ribeira, era olival onde diversas pessoas  lá tinham oliveiras. Do açude da laje da ribeira, até ao fundo da regada da Ladeira, tinha giestas, sargaças e diversos arbustos e como era baldio não os deixavam crescer muito, porque tinham muitos pretendentes.  


                                                                   J. C. C.




Segunda Fonte da Quinta da Ponte




Esta foi a segunda Fonte da população da Quinta da Ponte, onde a população se fornecia de água para as suas necessidades e para os seus animais. Está situada no Bairro do seu nome; ( Fonte Velha ) .  Esta fonte é quadrada e é toda construida com grandes pedras rectangulares; na base, nas paredes laterais,nas paredes detrás e no tecto e da frente; o nascente vem através da junção da primeira pedra detrás com a primeira lateral esquerda (ou seja esquina esquerda detrás). A altura da Fonte é cerca de dois metros e meio, mas a frente era cerca de um metro e trinta, pois daí para cima era a abertura da Fonte, para as pessoas se poderem manobrar, poderem tirar os
cântaros de água e poderem entrar na Fonte para fazerem a limpeza. Exteriormente, as paredes estavam quase aterradas, expecto a parte da frente, que estava desterrada até á base. No meu tempo; esta Fonte só servia para regar as hortas, os feijões etc., mas como é óbvio tinha de se tirar a água com caldeiro ou ( cabaço); porque nunca ninguém teve a ousadia de destruir esta Relíquia Histórica. Mas já há tempo que a água sai de corrente, porque alguém teve a ousadia de partir as Pedras da Frente. Mas como a agricultura está quase desusada, a Fonte também está quase abafada, com as ervas daninhas. O que aqui descrevo refere-se mais ou menos aos anos 45 do século passado e nessa data já existia há longos anos o Chafariz da Capela, portanto já ninguém usava a Fonte Velha, a não ser para regar os frutos.

J. C. C.


Terceira Fonte da Quinta da Ponte

                                       O Chafariz da Capela


Esta e a Fonte do meu tempo, que já existia quando nascera e que ainda hoje existe, embora correntemente pouco esteja a ser usada. Esta situada quase em frente, do lado esquerdo da Capela do Sao Miguel. Anteriormente, tinha um tanque (uma fonte), que fornecia agua para duas pias de agua; uma onde bebiam os bois, cavalos, e burros, e outra, que foi feita mais tarde, e que era mais pequena, onde bebiam as ovelhas, cabras, etc. Desta ultima pia, a agua seguia pelo Rego da Calcada e continuava pelo o Rego da Laje, para onde entao seguia para uma poça e também para um tanque que era usado para as terras.  

Na altura da festa do Sao Joao, era por detras deste Chafariz, onde a rapaziada colocova os vasos dos jardins, e que havendo sido tendidos pelas raparigas ate aquela altura, se encontravam nas sacadas ou janelas das casas. No entanto, pelo escuro da noite, os rapazes os iam surripiar para fazerem a cascata de Sao Joao, e assim, so depois das Festas do Sao Joao e que as raparigas os podiam retirar; de contrario, os vasos voltavam as chafariz, "por obra e graca do Divino Espirito Santo".

A noite, depois de regressarem do trabalho da agricultura, enquanto as maes cozinhavam a antiga ceia, os rapazes e as raparigas iam diversas vezes a fonte para abastecer a casa com agua para essa noite e para a manha do dia seguinte, dado que a agua para beber e cozinhar tinha de ser da bica. Por vezes, alguns e algumas aproveitavam essas idas a Fonte para namoriscar, usando como desculpa que haviam estado a espera da sua vez.

Durante ano de 1944 ou 1945, a Fonte deixou de funcionar por um largo tempo, devido a uma ruptura que acontecera na canalizacao entre o Chafariz e a porta da Adega do Tio Vicente Velho. Em vez de repararem a ruptura, foram pelo o mais facil e cortaram a canalizacao a cerca de tres metros desviados da porta da Adega do Tio Vicente Velho, desterrando e levantando o tubo um pouco mais da altura dum cantaro. Ai entao, se passou a encher os cantaros de agua por muito tempo.

Por falar na Adega do Tio Vicente Velho, me lembra agora que nesse ano, a Fonte deixou de funcionar como devia ser, que houvera muito vinho. Claro que por essa razao, os compradores ofereciam uns precos muito baixos. Um dia, um taberneiro foi a Adega do Tio Vicente Velho para lhe comprar o vinho. Nao me lembro agora a quantia precisa que ele oferecera ao Tio Vicente Velho; so sei que ele respondera que esse preco nem sequer pagava pelo trabalho de medir o vinho, e que depois, ele ficara tao zangado, que abriu o tonel ate o vazar. O vinho, entao, corria abundantemente, ate se juntar ao rego da agua que seguia pela a calcada abaixo. Isto surpreendeu toda a gente que vira, e tambem os fez rir muito. O Tio Vicente Velho era assim chamado porque contava ja oitenta anos de idade! Ele era um homem muito trabalhador; ele tratava do processo inteiro de fazer vinho: podava as videiras, fazia a escava, a cava, a vindima, carregava as uvas, fazia a piza, e enchia os toneis; isto tudo sozinho!!! A um certo ponto, o Tio Vicente Velho chegou a ter um cento e tal de almudes de vinho!! A sua vinha era uma propriedade que se chamava Choes, e que estava situada na área onde hoje reside o Senhor Horacio Betelho, - seu bisneto.

O Tio Vicente Velho já nao tinha dentes, mas mesmo assim, comia as côdeas de Pao de Milho (que sao sempre bem duras!) como qualquer jovem; simplesmente usando as suas gengivas. Talvez fora o homem mais saudável da Quinta da Ponte. Quiçá que durasse um século, se nao tivesse falecido devido a uma inflamação duma unha de dedo de pé!


J. C. C.




                    da Quinta da Ponte



Quando a água passou a ser fornecida diretamente ás casas de habitação, também foram construidos três Chafarizes, em três locais distintos da Povoação. O primeiro localizado na parte detrás do antigo Chafariz e assim também próximo da Capela. O segundo á saída da povoação, na bifurcação do Caminho e da Estrada em direção ao Bóco, Sezures etc. próximo do café do Filipe e do antigo café do Manuel Cardoso. Na área em que antigamente era conhecida por Cruzeiro, devido a um alto Cruzeiro, que existia em frente do café do Filipe. O terceiro está colocado no Alto da Ladeira. Infelizmente; estes chafarizes já quase não são usados, porque as poucas habitações que ainda existem na povoação, temem água canalizada e assim estes novos chafarizes, por falta de uso, passaram a ser coisas do antanho.





Moinho da Regada







Este Açude; é  o primeiro da QUINTA DA PONTE; e penso que também é o primeiro do RIO DÃO desde o seu NASCENTE; que fica  distanciado cerca de trinta quilómetros.
Este Açude; bem como o Açude da Regada Ponte e parte do Açude da Regada da Ladeira; estão loalizados: na área da freguesia de Forninhos e freguesia de Dornelas e assim no Concelho de Aguiar da Beira; Comarca de Trancoso e Distrito da Guarda. Embora pertencentes á  Quinta da Ponte, que pertence á freguesia de Sezures; Concelho de Penalva do Castelo; Comarca de Mangualde e Distrito de Viseu.
A função deste Açude; era regar as propriedades da margem esquerda e da margem direita, até um pouco abaixo do Açude da Regada Ponte.
O largo rego que se visualiza na foto, na margem direita era o que antigamente, no inverno regava os lameiros e no verão regava o milho, feijão, chicharro, abobora, etc. etc.
Hoje, praticamente e tristemente, quase tudo desapareceu.
                                         
                                              J.  C.  C.



Queda da Agua do Açude da Regada da Ponte




As Quedas da Agua deste Açude são as mais interessantes e mais visíveis de todas as as Açudes da área da QUINTA DA PONTE. Ficam a cerca de cinquenta metros da Ponte, cuja ela atravessa o Rio da parte Sul. Sao assim, vistas por toda a gente que atravessa a Ponte, quer de carro, ou a pé. Esta ponte atravessava o rio e os dois largos regos de agua que regavam as propriedades nas duas margens do rio. 

J.  C.  C.


                                     

                                      AÇUDE  DA REGADA  DA  LADEIRA


Este e o terceiro Açude do rio Dao na área da Quinta da Ponte. Era o Açude que menos terras tinha para regar, pois só fornecia aguas para a margina direita; ao inverso do Açude do Laje da Ribeira, que embora só fosse usado para regar a margina esquerda, também fornecia agua para dois Moinhos: um deles situada na margina direita do rio, e o outro, na margina esquerda.  




As Quedas de Agua do Açude da Laje da Ribeira






Açude da Regada

           


AÇUDE  DA REGADA

Este e o Açude que fornece, ou fornecera, a agua aos lameiros da Regada, ao moinho da Regada, e também ao moinho da Tia Ana de Alverca (que eram anexos).  As árvores e os arbustos que mostram a fotografia nao existiam no antanho, porque nao as deixavam crescer assim. Onde, se ve arbustos e pedras eram pequeninas lameiras. Nestas lameiras se estendia o material das BARRELAS e também eram onde se lavavam as tripas do porco na altura das matanças. Isto era no século passado, quando tudo estava devidamente cuidado. Agora esta quase tudo abandonado; o que me da muita tristeza.







Rio Dao





Afluentes do Rio Dao



O Rio Dão tem diversos afluentes. 
Penso que o primeiro, o Ribeiro de Dornelas, desagua na sua margem direita. Antigamente fornecia agua ao Lagar de Azeite do Doutor Varela de Dornelas. 

O segundo afluente de agua na margem esquerda do Rio Dao e  chamado o Ribeiro de Forninhos. No passado, fornecia agua a um açude, a um dos dois Moinho de Cereais que estava situado na sua margem esquerda, e também ao Lagar de Azeite que pertencia ao Luizinho Fernandes.


O terceiro é o Ribeiro da Serva, que antigamente fornecia água ao Lagar de Azeite e ao outro dos dois Moinhos de cereais em Forninhos, e que vai desaguar na margem esquerda do Rio Dão, próximo da Quinta da Ponte, entre os lameiros do Bandufe e o das Varzeas.

O quarto afluente do Rio Dao é o Ribeiro das Rojeiras ou de Penalva do Castelo, que é o nome do local onde ele nasce. Na área da Dona Feira, fornecia água ao moinho do Casimiro do Boco e vai desaguar na margem direita do Rio Dão ,onde terminam pão os lameiros regados pelo Açude dos segundos Alões.


O quinto é o Ribeiro do Boco, que nasce na direção da Vacaria e vai desaguar na margem direita do Rio Dão, a cerca de três quilómetros, a baixo donde desagua o Ribeiro das rojeiras. 

O sexto é Rio Carpito, que nasce na povoação de Carpito, donde deriva o seu nome, e recebe um afluente na povoação da Matança. Este Rio, antigamente também fornecia água ao Lagar de Azeite da Matela Velha e vai desaguar ao Rio Dão, na sua margem esquerda, onde existiu uma uma pequena povoação chamada Rio e que era considerada a Terra dos Moleiros, porque todas as famílias tinham Moinho e fregueses em todas as Povoações a volta da sua periferia. Entre esta povoação e a Ponte de Fajilde, não sei se terá mais algum afluente. 

O sétimo é o Ribeiro que desagua na sua margem esquerda, muito próximo da Ponte de Fajilde e penso que também tem o mesmo nome. 

O oitavo,é um pouco abaixo desta Ponte, mas na margem direita; é onde desagua o Rio Coa.O nono, (e o ultimo que eu conheço) é o Ribeiro que desagua na sua margem direita, próximo das Pontes da Auto Estrada, entre Mangualde e Viseu.

J.  C.  C.







                                                                                                           REPRESA D,ÁGUA DO ACUDE DA REGADA



O CRUZEIRO

Este era o CRUZEIRO que estava situado a frente do atual CAFÉ DO FILIPE e que quando fizeram a atual ESTRADA;  em vez de o recuarem cerca de um metro, cometeram o crime de o destroçarem.
                                                                      J . C . C .

AS QUEDAS DE AGUA DO ACUDE DA LAJE DA RIBEIRA


                                    
                                               AÇUDE  DA REGADA

Este é o Açude que fornece, ou fornecia a água ao aos lameiros da Regada,  ao Moinho da Regada e ao Moinho da Tia Ana do Alverca, ( que eram anexos ). As  árvores e arbustos que mostra  a  fotografia, não existiam  no antanho, porque não as deixavam existir. Onde se vê arbustos e pedras, eram pequeninas lameiras; onde se estendia o material das  BARRELAS e onde se lavavam as TRIPAS quando se faziam as MATANÇAS. Mas refiro-me aos anos quarenta, do século  passado  quando tudo era devidamente cuidado e agora está  quasi tudo abandonado. O que me dá muita tristeza.  
                                                                   2014
                                                        José da Costa Cardoso

AS POLDRES DA REGADA

                          
                AS   POLDRES  DA  REGADA 
Antigamente; estas Poldres eram diariamente muito usadas. Não  só pelos moradores da Quinta da ponte, que tinham propriedades na marejem esquerda do Rio Dão, bem como os moradores de diversas Povoações; Mãe especialmente da Moradia, Matela,Vila Cova, Colherinhas, Boco e outras mais distanciadas.
Pois antigamente não havia Estrada nem Automóveis. Ainda me recordo do primeiro Automóvel, que entrou na Quinta da Ponte e lá existiu por alguns anos.  
                                         J. C. C.
 

                             
-------------------- AFLUENTES  DO  RIO  DÃO ---------------------

O Rio Dão tem diversos afluentes; penso que o primeiro é na sua margem direita; o Ribeiro de Dornelas que alem mais, antiga fornecia agua ao Lagar de Azeite do Doutor Varela de Dornelas.

O segundo na sua margem esquerda; pé o Ribeiro de Forninhos, que além do mais ,antigamente fornecia água ao Lagar de Azeite do Luizinho Fernandes e do mesmo Açude, também fornecia água ao Moinho de cereais, situado na sua margem esquerda, também pertencente a Forninhos. O terceiro é o Ribeiro da Serva, que além do mais; antigamente fornecia água ao Lagar de Azeite e a um ou dois Moinhos de cereais em Forninhos, e vai desaguar na margem esquerda do Rio Dão , na área da Quinta da Ponte, entre o lameiro do Bandufe e o lameiro das Varzeas.

O quarto é o Ribeiro das Rojeiras ou de (Penalva), que é nome do lacal onde ele nasce; além do mais, na área da Dona Feira, fornecia água ao moinho dos Casimiros do Boco e vai desaguar na margem direita do Rio Dão ,onde terminam pão os lameiros regados pelo Açude dos segundos Alões.O quinto é o Ribeiro do Boco, que nasce na direção da Vacaria e vai desaguar na margem direita do Rio Dão, a cerca de três quilómetros, a baixo donde desagua o Ribeiro das rojeiras. O sexto é Rio Carpito, que nasce na povoação de Carpito, donde deriva o seu nome, e recebe um afluente na povoação da Matança. Este Rio, antigamente também fornecia água ao Lagar de Azeite da Matela Velha e vai desaguar ao Rio Dão, na sua margem esquerda,Onde eisiste ou eisistia uma uma pequena povoação chamada Rio;considerada a Terra dos Moleiros, porque todas as famílias tinham Moinho e tinham fregueses em todas as Povoações da sua periferia.Entre esta povoação e a Ponte de Fajilde,não sei se terá mais algum afluente. (Assim do meu conhecimento).O sétimo é o Ribeiro que desagua na sua margem esquerda, muito próximo da Ponte de Fajilde e penso que também tem o mesmo nome. O oitavo,é um pouco abaixo desta Ponte, mas na margem direita; é onde desagua o Rio Coa.O nono, (e o ultimo que eu conheço) é o Ribeiro que desagua na sua margem direita, próximo das Pontes da Auto Estrada, entre Mangualde e Viseu.

31/ 3/ 2015

J. C. C.


     

                             

Acude da Regada da Ladeira

                                     

AÇUDE  DA REGADA  DA  LADEIRA

Este pe o terceiro acude do Rio Dao na area da Quinta da Ponte.
Era Açude que menos terras tinha para regar, só fornecia água á margem direita; ao inverso do seguinte açude ( Açude da Laje da Ribeira, que só tinha regada na margem esquerda, mas fornecia
água a dois Moinhos, um na margem esquerda e outro na margem direita.

                                                          J. C. C.

MOINHOS DOS MORGADOS


Acude da Moleira

AÇUDE  DA  MOLEIRA
Este Açude; é  o primeiro da QUINTA DA PONTE; e penso que também é o primeiro do RIO DÃO desde o seu NASCENTE; que fica  distanciado cerca de trinta quilómetros.
Este Açude; bem como o Açude da Regada Ponte e parte do Açude da Regada da Ladeira; estão loalizados: na área da freguesia de Forninhos e freguesia de Dornelas e assim no Concelho de Aguiar da Beira; Comarca de Trancoso e Distrito da Guarda. Embora pertencentes á  Quinta da Ponte, que pertence á freguesia de Sezures; Concelho de Penalva do Castelo; Comarca de Mangualde e Distrito de Viseu.
A função deste Açude; era regar as propriedades da margem esquerda e da margem direita, até um pouco abaixo do Açude da Regada Ponte.
O largo rego que se visualiza na foto, na margem direita era o que antigamente, no inverno regava os lameiros e no verão regava o milho, feijão, chicharro, abobora, etc. etc.
Hoje; praticamente e tristemente, quasi tudo desapareceu.
                                           13/3/2015
                                              J.  C.  C.