O CCRUZEIRO

Este era o CRUZEIRO que estava situado a frente do atual CAFÉ DO FILIPE e que quando fizeram a atual ESTRADA;  em vez de o recuarem cerca de um metro, cometeram o crime de o destroçarem.
                                                                      J . C . C .

AS QUEDAS DE AGUA DO ACUDE DA LAJE DA RIBEIRA


                                    
                                               AÇUDE  DA REGADA

Este é o Açude que fornece, ou fornecia a água ao aos lameiros da Regada,  ao Moinho da Regada e ao Moinho da Tia Ana do Alverca, ( que eram anexos ). As  árvores e arbustos que mostra  a  fotografia, não existiam  no antanho, porque não as deixavam existir. Onde se vê arbustos e pedras, eram pequeninas lameiras; onde se estendia o material das  BARRELAS e onde se lavavam as TRIPAS quando se faziam as MATANÇAS. Mas refiro-me aos anos quarenta, do século  passado  quando tudo era devidamente cuidado e agora está  quasi tudo abandonado. O que me dá muita tristeza.  
                                                                   2014
                                                        José da Costa Cardoso

AS POLDRES DA REGADA

                          
                AS   POLDRES  DA  REGADA 



                              

-------------------- AFLUENTES  DO  RIO  DÃO ---------------------

O Rio Dão tem diversos afluentes; penso que o primeiro é na sua margem direita; o Ribeiro de Dornelas que alem mais, antiga fornecia agua ao Lagar de Azeite do Doutor Varela de Dornelas.
O segundo na sua margem esquerda; pé o Ribeiro de Forninhos, que além do mais ,antigamente fornecia  água  ao Lagar de Azeite  do Luizinho Fernandes e do mesmo Açude, também fornecia água ao Moinho de cereais, situado na sua margem esquerda, também pertencente a Forninhos.
O terceiro é o Ribeiro da Serva, que além do mais; antigamente fornecia água ao Lagar de Azeite e a um ou dois Moinhos de cereais em Forninhos, e vai desaguar na margem esquerda do Rio Dão , na área da Quinta da Ponte, entre o lameiro do Bandufe e o lameiro das Varzeas. 
O quarto é o Ribeiro das Rojeiras ou de (Penalva), que é  nome do lacal onde ele nasce; além do mais, na área da Dona Feira, fornecia 
água  ao moinho dos Casimiros do Boco e vai desaguar na margem direita do Rio Dão ,onde terminam pão os lameiros regados pelo Açude dos segundos Alões.
O quinto é o Ribeiro do Boco, que nasce na direção da Vacaria e vai desaguar na margem direita do Rio Dão,  a cerca  de três quilómetros, a baixo donde desagua o Ribeiro das rojeiras.   
O sexto é Rio Carpito, que nasce na povoação de Carpito, donde deriva o seu nome, e recebe um afluente na povoação da Matança.
Este Rio, antigamente também fornecia água ao Lagar de Azeite da 
Matela Velha e vai desaguar ao Rio Dão, na sua margem esquerda,
Onde eisiste ou eisistia uma uma pequena povoação chamada Rio;
considerada a Terra dos Moleiros, porque todas as famílias tinham 
Moinho e tinham fregueses em todas as Povoações da sua periferia.
Entre esta  povoação e a Ponte de Fajilde,não sei se terá mais algum afluente. (Assim do meu conhecimento).
O sétimo é o Ribeiro que desagua na sua margem esquerda, muito próximo da Ponte de Fajilde  e penso que também tem o mesmo nome.     
O oitavo,é  um pouco abaixo desta Ponte, mas  na margem direita; é onde desagua o Rio Coa.
O nono, (e o ultimo que eu conheço) é o Ribeiro que desagua na sua margem direita,  próximo das Pontes da Auto Estrada, entre Mangualde e Viseu.
                                  31/ 3/ 2015
                                    J.  C.  C.
                                    
     

                             

Acude da Regada da Ladeira

                                      

AÇUDE  DA REGADA  DA  LADEIRA






MOINHOS DOS MORGADOS


Acude da Moleira

AÇUDE  DA  MOLEIRA
Este Açude; é  o primeiro da QUINTA DA PONTE; e penso que também é o primeiro do RIO DÃO desde o seu NASCENTE; que fica  distanciado cerca de trinta quilómetros.
Este Açude; bem como o Açude da Regada Ponte e parte do Açude da Regada da Ladeira; estão loalizados: na área da freguesia de Forninhos e freguesia de Dornelas e assim no Concelho de Aguiar da Beira; Comarca de Trancoso e Distrito da Guarda. Embora pertencentes á  Quinta da Ponte, que pertence á freguesia de Sezures; Concelho de Penalva do Castelo; Comarca de Mangualde e Distrito de Viseu.
A função deste Açude; era regar as propriedades da margem esquerda e da margem direita, até um pouco abaixo do Açude da Regada Ponte.
O largo rego que se visualiza na foto, na margem direita era o que antigamente, no inverno regava os lameiros e no verão regava o milho, feijão, chicharro, abobora, etc. etc.
Hoje; praticamente e tristemente, quasi tudo desapareceu.
                                           13/3/2015
                                              J.  C.  C.

Blog dos Pontenses: A QUEDA DA AGUA DO ACUDE DA REGADA PONTE




As Quedas D/Agua deste Açude; são as mais interessantes e mais visíveis; das dos sete Açudes da área da QUINTA DA PONTE; pois ficam a cerca de cinquenta metros da Ponte, que atravessa o Rio da parte Sul. E assim vistas por toda a gente, que atravessa a Ponte de carro ou a pé.
A Ponte atravessava o rio, e os dois largos regos de agua, que regavam as propriedades da margem esquerda e da margem direita do rio.

OS TRES CHAFARIZES MAIS MODERNOS, DA QUINTA DA PONTE



OS TRES CHAFARIZES MAIS MODERNOS,
DA QUINTA DA PONTE

Quando a água passou a ser fornecida diretamente ás casas de habitação, também foram construidos três Chafarizes, em três locais distintos da Povoação. O primeiro localizado na parte detrás do antigo Chafariz e assim também próximo da Capela. O segundo á saída da povoação, na bifurcação do Caminho e da Estrada em direção ao Bóco, Sezures etc. próximo do café do Filipe e do antigo café do Manuel Cardoso. Na área em que antigamente era conhecida por Cruzeiro, devido a um alto Cruzeiro, que existia em frente do café do Filipe. O terceiro está colocado no Alto da Ladeira. Infelizmente; estes chafarizes já quase não são usados, porque as poucas habitações que ainda existem na povoação, temem água canalizada e assim estes novos chafarizes, por falta de uso, passaram a ser coisas do antanho.

J. C. C.

TERCEIRA FONTE


--- TERCEIRA FONTE DA QUINTA DA PONTE ---

--- CAFARIZ DA CAPELA ---

Esta Fonte está situada quase em frente, do lado esquerdo da Capela do São Miguel.
Esta é a Fonte do do meu tempo, já existia quando eu nasci e ainda hoje existe, mas praticamente em desuso. Tinha um tanque (FONTE) , que fornecia água para duas Pias; uma grande onde bebiam os bois, cavalos e burros e outra mais pequena onde bebiam as ovelhas, cabras etc.; desde há anos que só existe a pia maior.
Desta pia, a água seguia pelo rego da Calçada e continuava pelo rego da Laje, donde
era aproveitada para uma poça e para um tanque para regar as terras.
Pelo São João; era por detrás da bica do chafariz, onde a rapaziada colocava os vasos
dos jardins; que usualmente as raparigas tinham nas sacadas ou janelas de casa; e os rapazes ao escuro da noite os iam surripiar para fazerem a cascata do São João, junto á Fonte; donde as raparigas só os podiam retirar depois das Festas do São João, de contrário eles voltavam ao Chafariz, por obra e graça do Divino Espírito Santo.
A noite depois de regressarem do trabalho da agricultura; enquanto as Mães, cozinhavam a antiga Ceia, os rapazes e as raparigas iam diversas vezes a fonte para abastecer a casa com água para essa noite e para a manhã do dia seguinte e por vezes,
alguns e algumas aproveitavam essa idas á Fonte para namoriscar, ao chegar a casa justificavam a demora, argumentando que estiveram á espera da vez; porque a água para beber, cozinhar etc., tinha de ser da Bica.
Nos anos 44 ou 45 do século passado, a Fonte deixou de funcionar por um largo tempo; devido a rutura na canalização, entre o Chafariz e a Porta da Adega do
Tio Vicente Velho e em vez de repararem a rotura, foram pelo mais fácil; cortaram canalização a cerca de três metros desviados da porta da Adega do Tio Vicente Velho, desterraram e levantaram o tubo a uma altura, pouco mais da altura dum cântaro e aí
se passou a encher os cântaros de água, por muito tempo.
Escrevo este ultimo paragrafo, porque me lembrou de um caso inédito. Nesse ano
houve muito vinho; assim os compradores ofereciam um preço muito baixo; um dia
um taberneiro foi á Adega do Tio Vicente Velho, para lhe comprar o vinho, já me não
lembro bem se lhe ofereceu três ou seis escudos por almude; ele respondeu-lhe, que esse preço nem sequer pagava o trabalho para medir o vinho e ficou tão zangado,
que abriu a torneira do Tonel e o vinho juntou-se ao rego da água pela Calçada
abaixo até vazar o Tonel.
Toda a gente que viu; se admirou e se encheu de rir.
Este homem era muito trabalhador; tinha oitenta e tantos anos e podava as videiras, fazia a escava, a cava, a vindima, carregava as uvas, fazia piza, enchia os toneis sozinho; e chegou a ter cento e tal almudes de vinho.
A sua vinha era numa propriedade chamada Chões, na área onde hoje reside o Senhor Horácio Botelho; seu bisneto.
Este senhor já não tinha dentes, mas com as suas gengivas comia as côdeas do Pão de milho como qualquer jovem;
foi talvez o homem mais saudável da Quinta da Ponte. Faleceu devido a uma inflamação, numa unha do dedo dos pés.
Se não fosse essa inflamação talvez, chegasse a um século .

Kearny 23 de Janeiro de 2014
N, J, – U. S .A
J. C. C.


SEGUNDA FONTE DA QUINTA DA PONTE


--- FONTE VELHA ---

Esta foi a segunda Fonte da população da Quinta da Ponte, onde a população se fornecia de água para as suas necessidades e para os seus animais. Está situada no Bairro do seu nome;
( Fonte Velha ) .  Esta fonte é quadrada e é toda construida com grandes pedras retangulares; na base, nas paredes laterais,nas paredes detrás e no teto e da frente; o nascente vem através da junção da
primeira pedra detrás com a primeira lateral esquerda (ou seja esquina esquerda detrás). A altura da Fonte é cerca de dois metros e meio, mas a frente era cerca de um metro e trinta, pois
daí para cima era a abertura da Fonte, para as pessoas se poderem manobrar, poderem tirar os
cântaros de água e poderem entrar na Fonte para fazerem a limpeza. Exteriormente, as paredes estavam quase aterradas, expecto a parte da frente, que estava desterrada até á base. No meu tempo; esta Fonte só servia para regar as hortas, os feijões etc., mas como é óbvio tinha de se tirar a água com caldeiro ou ( cabaço); porque nunca ninguém teve a ousadia de destruir esta Relíquia Histórica. Mas já há tempo que a água sai de corrente, porque alguém teve a ousadia de partir as Pedras da Frente. Mas como a agricultura está quase desusada, a Fonte também está quase abafada, com as ervas daninhas. O que aqui descrevo refere-se mais ou menos aos anos 45 do século passado e nessa data já existia há longos anos o Chafariz da Capela, portanto já ninguém usava a Fonte Velha, a não ser para regar os frutos.

Kearny, New Jersey, U . S . A. 10 de Janeiro de 2014
José da Costa Cardoso
 

Pelam


A PRIMEIRA FONTE DA QUINTA DA PONTE

Esta era a Fonte; que fornecia a água aos primeiros povoadores da Quinta Ponte,(nessa época conhecido por Lugar da Ponte) pois o povoamento começou próximo desta Fonte,embora com um grande desnível, pois a Fonte fica situada ao fundo do Pelam, a poucos metros do Rio e a povoação começou ao cimo do Pelam; ainda me recordo de ver nessa área diversas paredes, que indicavam terem sido de diversas casas do antanho. Ainda me recordo, que embora a Fonte estivesse abandonada, ela era coberta com duas pedras grandes e na frente tinha uma pedra, com cerca de um terço da altura da Fonte, onde se podia encher um cântaro de água.  Nos anos quarenta do século passado houve uns verões muito secos em, que o Chafariz então usado, em frente da Capela ( que ainda hoje existe ) secou por completo e fomos obrigados a limpar e lavar a Fonte do Pelam e usarmos a sua água para beber, cozinhar etc., embora custasse muito a subir aquela rampa, com o cântaro cheio água. (a água era muito boa). Para os animais etc. etc. iam-se buscar pipas de água, em carro de bois, a diversas poças das redondezas. A foto foi tirada em 2014, eu quase já nem a reconhecia, com a transformação que teve nestes setenta anos.  O pelam era uma área baldia, que começava na margem direita do rio, desde o açude da regada, até ao açude da laje da ribeira, era olival onde diversas pessoas  lá tinham oliveiras. Do açude da laje da ribeira, até ao fundo da regada da Ladeira, tinha giestas, sargaços e diversos arbustos e como era baldio não os deixavam crescer muito, porque tinham muitos pretendentes.
                                                                 5/ 13/ 2014
                                                                   J. C. C.

forno da capela

                       
  Antigamente; na Quinta da Ponte havia 2 Fornos  Públicos.  O     Forno da Fonte Velha, situado no
 termino do Bairro da Fonte Velha; que foi demolido para ceder espaço para ao Caminho, que faz a ligação da Estrada, ao Moinho da Regada. E o Forno da Capela, situado no Bairro da Capela e que ainda hoje existe; em frente a casa onde eu fui criado. Neste Forno se cozia o Pão, os Biscoitos, o Pao de Ló e de quando em quando também se assavam uns Cabritos e na Pascoa se cozia os tradicionais Bolos de Azeite. A lenha para aquecer o Forno para os Bolos de Azeite, sempre que possível era a lenha seca de Urogueira. Ainda me recorda que numas Matas dos meus Pais, localizadas em propriedades já pertencentes a Freguesia de Dornelas. Mata da Moleira, Mata do Padre Manuel e a Mata dos Caldeirões; havia lá bastantes Urogueiras; usávamos a sua rama para aquecer o Forno para os Bolos de Azeite e das suas raízes se fazia o carvão, que se usava para o ferro de engomar a roupa e para o fogo onde se aguçavam diversas peças de ferramenta. O carvao fazia-se da seguinte maneira:- Fazia-se uma vala funda, enchia-se com as raizes da orogueira e acendiava-se; quando chegasse a condicao de carvao, abafavasse com terra e no dia seguinte, retiravasse o carvao. Mas quase sempre; e especialmente, na Mata do Padre Manuel; encontrávamos a rama já cortada e seca, e ao lado uma vala aberta, onde o Chabregas e a sua Etelvina, de Forninhos, já tinham feito o carvao e tinham retirado, sem falarem com Dono.
As bancadas do Forno; onde colocavam os tabuleiros do Pão; também eram usadas como Maçadeiros ou ( Maçadouros ) ; onde as mulheres com as suas maças, maçavam o Linho, que depois o tascavam num cortiço,com as suas espadanas. Deste trabalho resultava o Linho ( fino ) e a Estopa ( grossa ) . A seguir o Linho era fiado na Roca, depois era dobado na Dobadeira e depois
seguia para o Tear, donde saia o Pano de Linho. No Tear, também se faziam os Cobertores de farrapos e tapetes. Na Quinta da Ponte havia 4 Teares e as suas tecedeiras, além de tecerem as suas Teias e dos seus familiares, também teciam para diversas pessoas da Povoação; mas só por amizade, não recebendo dinheiro pelo seu trabalho.
O CORTICO, era uma peça cilíndrica de cortiça de cerca de um metro e vinte centímetros de altura e com um diâmetro de cerca de sessenta ou setenta centímetros, de preferencial de uma só peça.
A maça, era uma peça de madeira pesada em forma cilíndrica, com uma mãozeira num dos seus extremos. A espadana era uma especie de um grande Cutelo, feito de madeira de Nogueira.
Isto que aqui descrevo, era no tempo em que a custa de muito esforço e trabalho, as nossas
Povoações eram quase Auto-suficientes. Mas da existência desse tempo; já pouco resta.

                                       José da Costa Cardoso

Antiga Capela da Quinta da Ponte.





Esta era a antiga CAPELA  da Quinta da Ponte com a data no pilar do lado direito de 1833; este pilar, com o pilar do lado esquerdo e a parede da porta de entrada da Capela suportavam o telhado do Adro da Capela que era meio gradeado em em toda a sua volta tendo a esquerda da porta de entrada para a Capela, o PÚLPITO. Com a reconstrução; eliminou-se o Adro e assim; o interior da Capela tornou-se o que hoje é, ( mais espaçoso). Antigamente; no largo da Capela, faziam-se as Festas da Mocidade.
Faziam-se bailes, no lado esquerdo da Capela, era onde a rapaziada fazia o Cepo do Natal, que só
terminava na noite após o Dia de Reis. Era também neste lugar onde os rapazes e as raparigas, faziam a Fogueira do São João, com Sanjoaninas,  Salpór e Rosmaninhos. Saltando por cima da fogueira, diziam; a dor do meu braço que vá pró  tio Horácio; a dor do cotovelo que vá  para o tio Rebelo; a dor do meu pé, que vá pró  tio Zé ; a dor da minha mão, que vá  pró tio Jão ; a dor do meu dente, que vá
pró tio Vicente. E assim a malta se distraía, sem dinheiro e com muita alegria.
Desse mesmo lado, próximo do Chafariz; era onde a rapaziada fazia a Cascata do São João e São Pedro, rodeada de Vasos de Manjericos e outras Flores; surripiadas  das varandas e janelas pelo escuro da noite, que as raparigas tanto cuidavam e adoravam. E só depois do São Pedro é que os iam recolher, de contrario eles seriam novamente surripiados na escuridão da noite.
Tempos que já lá vão  e não voltam.

                                                           J .  C .  C.

    
   
 

Coreto

                                                  ---------- CORETO ---------
                          ---------------  SITUADO  NO  ALTO  DA   LADEIRA --------------

Nos princípios da oitava década do século passado; eu e os meus irmãos, fomos com o nosso Pai visitar Portugal. Num belo dia, numa conversa entre nós e o parente Carmindo, concordamos, que seria melhor construir uma nova Capela no Alto da Ladeira do que reconstruir a antiga Capela, porque além do mais, debaixo dessa capela podia-se fazer uma cave, onde se podiam fazer reuniões, festas. etc. etc. . Assim; nós os quatro prontificamos a contribuir com vinte mil escudos cada um e o Carmindo também se prontificou a contribuir monetariamente, ou com o seu trabalho, visto que ele tinha pratica na reconstrução de Capelas e Igrejas, etc.
Após isto, contactamos com população; mas só os moradores á beira da estrada é que concordaram; mas os moradores dentro da povoação, que era a maioria não concordaram.
Assim; ficou tudo sem efeito. e mais tarde, foi então reconstruida a Capela e construido o Coreto.
Atualmente; e infelizmente, a população está reduzida a cerca de vinte e cinco pessoas e ao contrario de antigamente a maioria vive á beira da estrada.

30 / 5 / 2014

J. C. C.

A QUEDA DA AGUA DO ACUDE DA REGADA PONTE



---- RIO DAO ----
(ALEM DO MAIS; NO ANTANHO, FOI TRANSPORTADOR DE MADEIRA )

A Quinta da Ponte,na sua área do Rio Dão, tem sete Açudes; sendo o primeiro, o Açude da Moleira,segundo o Açude da Regada Ponte,
terceiro o Açude da Regada Ladeira, quarto o Açude da Laje da Ribeira, quinto o Açude da Regada, sexto o Açude dos Alões de
Cima, sétimo o Açude dos Alões de Baixo. Nestes Açudes existiam
cinco Moinhos; os quatro mais próximos eram explorados pela
população;que eram :- o Moinho do Coxo, na margem direita do Açude
da Laje da Ribeira;o Moinho dos Morgados na margem esquerda, também do Açude da Laje da Ribeira; o Moinho da Regada e o Moinho
da Tia Ana do Alverca, que eram anexos e situados na margem direita do Açude da Regada. O quinto Moinho situado na margem
esquerda do Açude dos Alões de Cima, era explorado pelos Motas,
da Moradia.
Assim; graças ao Rio Dão, a população da Quinta da Ponte,em relação ás povoações vizinhas; era muito beneficiada; pois as terras das margens do rio eram muito produtivas,tanto de verão,
como de inverno e as terras regadas pelos primeiros quatro açudes,ficam relativamente perto da povoação bem como os Moinhos,
onde no inverno e primavera se moía os diversos cereais, como
trigo, centeio e milho, produzido nestas e outras terras.
Em tempos do Antanho; o Rio Dão também foi transportador de
Madeira; porque não havendo Estradas nem Camionetes;os troncos
dos Pinheiros e outras árvores,(no inverno) eram rebolados para o Rio; que com a corrente da água,os levava até ao Porto da Raiva; localizado,já no Rio Mondego,na área de Penacova; donde era distribuída para onde fosse necessária.
Em locais críticos do Rio Dão, onde por vezes os troncos ficavam estagnados; eram dirigidos para a corrente da agua por homens;
que com umas varas compridas com um gancho no topo, os guiavam de maneira a seguirem a viagem.
Isto; foi-me contado(acerca de 76 ou 77 anos) por um Tio Avo,(Miguel Cardoso de Albuquerque) numa grande Mata chamada Moleira, que tinha sido dos seus Pais e nessa data, já dividida por si e alguns dos seus irmãos; situada na margem direita do Rio Dão, encostada ao Açude do seu nome, (Moleira).
Nessa Mata também me mostrou; umas Valas largas e muito antigas,
que nos tempos do antanho,tinham sido usadas para a serração de grossos troncos de Madeira; que nesse tempo era a única maneira de os poderem serrar devido ao se grande diâmetro.
Possivelmente; que isto não teria sucedido no seu tempo, mas sim no tempo dos seus (nossos) antepassados.
Também foi nesse dia, que ouvi falar na palavra POLEGADA ; tinha eu 5 ou 6 anos. Ele disse-me que quando foi para a escola, ainda não existiam as medidas métricas.

          Kearny N. J. ( U. S. A.) 29/ 12/ 2013



Historia do Antanho




Historia do Antanho

Lá estava o meu Fiel, de guarda á Canastra, á Cesta, aos Garrafões de vinho, á Cantara da água e

ao Chapéu de palha; já depois do Almoço . Pois as mulheres que tinham transportado o Almoço,

tinham ido ajudar no trabalho, para aproveitar o tempo. A trouxa do almoço, regressaria a Casa;

quando fossem buscar a Merenda. Nesse tempo; quando nas nossas Terras, toda a gente trabalhava

desde criança e de Sol a Sol, excluindo  os muito idosos, que já não podiam arrastar os Pés.

Nesse tempo, a gente era muito sacrificada com árduo trabalho, mas não sei porque; havia

mais alegria do que atualmente, pois, que até a trabalhar se cantava. Fosse a ceifar o centeio, a

sachar o milho, ou na vindima; nem o suor proveniente do calor e o esforço tiravam alegria.

E era assim que tornávamos as nossas Povoações quase autos-suficientes, e os nossos

campos numa beleza; verdes e floridos, parecendo um JARDIM. Coisa, que muita gente de agora;

terá muita dificuldade em acreditar.

Deixo aqui uma referencia do meu Fiel :- se alguém se esquece-se, duma peça de ferramenta, um

casaco,um chapéu, ou até uma rodilha; ele ficava lá de guarda até que alguém de casa, fosse buscar

o que tinham esquecido; do qual davam conta, pela ausência do cão. Assim; era Fiel pelo seu

nome e fiel pelas suas obras. Além de que enquanto era pequenino, foi o o meu brinquedo.

Este cachorro foi-me oferecido ( com cerca de um mês de idade ) pelo tio Luís Grilo de

Forninhos. Numa sexta feira, ao regressar da Feira de Castendo,  estava a beber um copo á porta da

Taberna do Luís Morgado ( hoje café do Filipe). Eu ia a passar e ele disse-me ó Cardosito! Tu és

neto dum amigo meu; ( referindo-se ao meu Avo materno, que eu não conheci; pois já falecido,

há mais de 30 anos, e eu ti cerca de dez anos). Na verdade deviam ser amigos; para que passados,

tantos anos; ao ver-me a mim, se lembrasse do meu Avo.(eram assim as amizades de antigamente).


                                                         José C. Cardoso

Eu Apresento-me!

Sou um beirão da Beira Alta, que deixou a sua linda aldeia da Quinta da Ponte, em 1948, mas que a traz no coração!
Vou começar a falar dela e de outras coisas.
Bem hajam por me lerem.

José Da Costa Cardoso